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O 1º DE MAIO É DIA DE LUTA PELO DERRUBAMENTO DO GOVERNO PSD/CDS! |
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Os operários e os trabalhadores
portugueses celebram o 1º de Maio num momento em que a sua luta contra o regime
capitalista e os seus serventuários se encontra numa importante encruzilhada:
ou avança decididamente para o objectivo central de derrubamento do governo
Coelho/Portas e de constituição de um novo governo democrático patriótico, ou
deixará entregues as massas trabalhadoras, de mãos e pés atados, à mais sórdida
exploração e à mais negra das misérias.
As condições são hoje favoráveis
à instauração de uma alternativa de esquerda ao governo de traição nacional
PSD/CDS, com a consequente expulsão do país da tróica germano-imperialista. Uma
forte disposição de lutar por parte do movimento operário e popular ficou
inequivocamente materializada em duas greves gerais vitoriosas e em combates
prolongados em importantes empresas e sectores profissionais. Nestas
iniciativas de luta, alguns objectivos cruciais foram já alcançados.
Contam-se entre esses objectivos
o completo isolamento do governo Coelho/Portas como um mero comité de negócios
do grande capital e do imperialismo, o desmascaramento do traidor João Proença
e da direcção nacional da UGT, como instrumentos de traição do movimento
sindical e das greves operárias, e o consequente esboroar da maioria política
com que o patronato e o governo contavam, baseado no apoio do PS e da UGT.
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1. A greve geral de 22 de Março de 2012 foi uma
grande jornada de luta, de unidade e de vitória da classe operária e do povo
português.
Ao contrário das greves gerais
anteriores, a greve geral de 22 de Março não só não teve o apoio do Engº
Proença e da direcção nacional da UGT, como foi escandalosamente combatida pelo
secretário-geral e pela direcção daquela central sindical.
Contudo, a atitude de
empenhados fura-greves tomada por Proença e outros dirigentes da UGT não foi de
modo algum acompanhada pela esmagadora maioria dos trabalhadores filiados
naquela central. Com efeito, a generalidade dos trabalhadores inscritos em
organizações sindicais da UGT aderiu e participou activamente, designadamente
na constituição de piquetes, na greve geral de 22 de Março.
Por um lado, o movimento da
greve geral isolou os dirigentes da UGT, e, por outro, soube unir numa só e
única luta os trabalhadores portugueses, independentemente das centrais e
organismos sindicais onde estivessem inscritos.
A grande jornada de luta do
passado dia 22 de Março deixou-nos uma primeira e importante lição: é possível
organizar, desencadear e conduzir em Portugal uma greve geral, mesmo quando
alguns dirigentes e algumas correntes sindicais se opõem ao desejo de luta das
massas trabalhadoras.
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NOTA À IMPRENSA - SOBRE A REPRESSÃO POLICIAL NO CHIADO |
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SOBRE A REPRESSÃO POLICIAL
NO CHIADO
A repressão policial
verificada ontem no Chiado só para os ingénuos pode ser encarada como um facto
excepcional, fruto de um qualquer descontrolo deste ou daquele dos agentes
preparados exactamente para o que fizeram.
Por isso, não se vê também
que, para se chegar a alguma conclusão política, se veja a necessidade de pedir
e, muito menos, esperar por qualquer inquérito, como clamam o BE e o PS.
Convém, por outro lado,
lembrar que, no palco da luta contra as medidas terroristas do governo de
traição nacional PSD/CDS, não é esta a primeira vez que a fúria dos esbirros da
polícia desse governo se manifesta, despoletada por acção de provocadores
infiltrados.
Foi isso que sucedeu em 15
de Outubro de 2011 e se repetiu em 24 de Novembro do mesmo ano.
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VIVA A GREVE GERAL DE 22 DE MARÇO ! |
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O
novo secretário-geral da CGTP-Intersindical, Arménio Carlos, em conferência de
imprensa levada a cabo pelo Conselho Nacional na Quinta-feira passada, convocou
uma greve geral dos trabalhadores portugueses para o próximo dia 22 de Março.
O
Comité Central do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP)
saúda entusiasticamente a convocatória da greve geral pela Intersindical,
exprime o mais empenhado apoio na sua realização e apela aos seus militantes,
aos seus sindicalistas e a todos os operários e trabalhadores do nosso país
para organizarem e participarem nessa grande luta com todo o apoio e a maior
dedicação.
Nas
palavras que proferiu na conferência de imprensa em que convocou a greve geral,
o secretário-geral da Intersindical deixou bem claro, pela primeira vez na
história da central sindical, que aquela jornada de luta não era da exclusiva
responsabilidade da CGTP, mas que era uma greve geral partilhada e assumida por
todos os trabalhadores, independentemente da sua filiação partidária ou
sindical.
A
posição política assim assumida publicamente pelo secretário-geral da
Intersindical é justa e representa a condição necessária da unidade que levará
à vitória da próxima greve geral.
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