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BALANÇO POLÍTICO DA GREVE GERAL DE 24 DE NOV.

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O 1º DE MAIO É DIA DE LUTA PELO DERRUBAMENTO DO GOVERNO PSD/CDS!

cartaz_1_maio_2012_-_cpia.jpgOs operários e os trabalhadores portugueses celebram o 1º de Maio num momento em que a sua luta contra o regime capitalista e os seus serventuários se encontra numa importante encruzilhada: ou avança decididamente para o objectivo central de derrubamento do governo Coelho/Portas e de constituição de um novo governo democrático patriótico, ou deixará entregues as massas trabalhadoras, de mãos e pés atados, à mais sórdida exploração e à mais negra das misérias.

As condições são hoje favoráveis à instauração de uma alternativa de esquerda ao governo de traição nacional PSD/CDS, com a consequente expulsão do país da tróica germano-imperialista. Uma forte disposição de lutar por parte do movimento operário e popular ficou inequivocamente materializada em duas greves gerais vitoriosas e em combates prolongados em importantes empresas e sectores profissionais. Nestas iniciativas de luta, alguns objectivos cruciais foram já alcançados.

Contam-se entre esses objectivos o completo isolamento do governo Coelho/Portas como um mero comité de negócios do grande capital e do imperialismo, o desmascaramento do traidor João Proença e da direcção nacional da UGT, como instrumentos de traição do movimento sindical e das greves operárias, e o consequente esboroar da maioria política com que o patronato e o governo contavam, baseado no apoio do PS e da UGT.

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AS LIÇÕES DA GREVE GERAL

cartaz_greve_geral_22-03-12_-_cpia.png1. A greve geral de 22 de Março de 2012 foi uma grande jornada de luta, de unidade e de vitória da classe operária e do povo português.

Ao contrário das greves gerais anteriores, a greve geral de 22 de Março não só não teve o apoio do Engº Proença e da direcção nacional da UGT, como foi escandalosamente combatida pelo secretário-geral e pela direcção daquela central sindical.

Contudo, a atitude de empenhados fura-greves tomada por Proença e outros dirigentes da UGT não foi de modo algum acompanhada pela esmagadora maioria dos trabalhadores filiados naquela central. Com efeito, a generalidade dos trabalhadores inscritos em organizações sindicais da UGT aderiu e participou activamente, designadamente na constituição de piquetes, na greve geral de 22 de Março.

Por um lado, o movimento da greve geral isolou os dirigentes da UGT, e, por outro, soube unir numa só e única luta os trabalhadores portugueses, independentemente das centrais e organismos sindicais onde estivessem inscritos.

A grande jornada de luta do passado dia 22 de Março deixou-nos uma primeira e importante lição: é possível organizar, desencadear e conduzir em Portugal uma greve geral, mesmo quando alguns dirigentes e algumas correntes sindicais se opõem ao desejo de luta das massas trabalhadoras.

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NOTA À IMPRENSA - SOBRE A REPRESSÃO POLICIAL NO CHIADO

chiado_22m12.jpgSOBRE A REPRESSÃO POLICIAL NO CHIADO 

A repressão policial verificada ontem no Chiado só para os ingénuos pode ser encarada como um facto excepcional, fruto de um qualquer descontrolo deste ou daquele dos agentes preparados exactamente para o que fizeram.

Por isso, não se vê também que, para se chegar a alguma conclusão política, se veja a necessidade de pedir e, muito menos, esperar por qualquer inquérito, como clamam o BE e o PS.

Convém, por outro lado, lembrar que, no palco da luta contra as medidas terroristas do governo de traição nacional PSD/CDS, não é esta a primeira vez que a fúria dos esbirros da polícia desse governo se manifesta, despoletada por acção de provocadores infiltrados.

Foi isso que sucedeu em 15 de Outubro de 2011 e se repetiu em 24 de Novembro do mesmo ano.

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VIVA A GREVE GERAL DE 22 DE MARÇO !

pctpmrpp.png    O novo secretário-geral da CGTP-Intersindical, Arménio Carlos, em conferência de imprensa levada a cabo pelo Conselho Nacional na Quinta-feira passada, convocou uma greve geral dos trabalhadores portugueses para o próximo dia 22 de Março.

O Comité Central do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) saúda entusiasticamente a convocatória da greve geral pela Intersindical, exprime o mais empenhado apoio na sua realização e apela aos seus militantes, aos seus sindicalistas e a todos os operários e trabalhadores do nosso país para organizarem e participarem nessa grande luta com todo o apoio e a maior dedicação.

Nas palavras que proferiu na conferência de imprensa em que convocou a greve geral, o secretário-geral da Intersindical deixou bem claro, pela primeira vez na história da central sindical, que aquela jornada de luta não era da exclusiva responsabilidade da CGTP, mas que era uma greve geral partilhada e assumida por todos os trabalhadores, independentemente da sua filiação partidária ou sindical.

A posição política assim assumida publicamente pelo secretário-geral da Intersindical é justa e representa a condição necessária da unidade que levará à vitória da próxima greve geral.

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