Em 1871, a classe operária de Paris tomando o destino em suas próprias mãos, derrubou o poder da burguesia e instaurou a ditadura do proletariado. Foi a primeira tomada do poder político pela classe operária, a Comuna de Paris, grande marco da revolução mundial proletária.

Enquanto nas ruas soavam os tiros dos fuzilamentos em massa, e quando aparentemente a Comuna era derrotada, Eugène Pottier, um dos seus dirigentes, operário e poeta, protegido numa mansarda da fúria assassina da contra-revolução, escreveu o magnífico poema " A Internacional " impregnado do optimismo próprio da classe mais avançada da sociedade cuja vitória final sente inevitável. A Comuna não tinha morrido, ela anunciava o mundo novo, livre das grilhetas da exploração e da opressão.

Pierre Degeyter, outro combatente da Comuna, compôs em 1888 genialmente a música de " A Internacional "que se tornaria rapidamente o hino dos comunistas e dos operários e trabalhadores de todo o mundo.

A presente versão do poema foi aprovada no Congresso da fundação do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses ( PCTP MRPP ) efectuado em Dezembro de 1976 e é a única em Português, fiel ao espírito e à letra do original. Neste disco o Coro Popular “O Horizonte é Vermelho” é acompanhada por orquestra, sendo os arranjos de sua autoria.

VIVA A INTERNACIONAL

EDITORA VENTO DE LESTE

Coro Popular o Horizonte é Vermelho - A Internacional

 

A INTERNACIONAL

De pé! Condenados da terra!

De pé! (ó) forçados da fome!

O vulcão cospe da cratera

A escória vil que nos consome!

Do passado façamos tábua rasa!

Multidão escrava, de pé !De pé !

Em cada canto, em cada casa

Será tudo quem nada é !

Bem unidos façamos

Nesta luta final,

Uma terra sem amos

A Internacional !

 

Não há salvadores supremos !

Nem Deus, nem César, nem senhores !

A liberdade nós teremos

Em nossas mãos, ó produtores !

Contra o ladrão que nos despoja,

Do pão, da Luz, da Liberdade!

Malhemos nós na nossa forja

O bem comum da Humanidade !

 

Bem unidos façamos

Nesta luta final,

Uma terra sem amos

A Internacional !

 

Operários, camponeses somos

O grande Partido proletário !

Um mundo novo nós opomos

Ao mundo parasitário !

(Ó) Vampiros negros que sugais

O nosso sangue ainda mais quente

Sem corvos, lobos, nem chacais

O sol brilhará p´ra sempre !

 

Bem unidos façamos

Nesta luta final,

Uma terra sem amos

A Internacional !